Querid@s Convidad@s

Querid@s convidad@s,

Agradecemos demais a presença e o carinho de tod@s no nosso casamento. Passem por aqui sempre que quiserem para rememorar e conhecer mais detalhes sobre o evento. =)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O sogro

O pai do noivo talvez tenha sido a primeira pessoa a falar seriamente com ele sobre a possibilidade de nos casarmos. Acho que ele já se considerava meu sogro, antes mesmo de eu me considerar sua nora. Foi ele quem me deu meu primeiro presente de casa: um prato decorado do Romero Britto. Era um Natal, e fazia 1 ou 2 anos que o noivo e eu estávamos namorando. Depois de me perguntar se eu tinha gostado e de eu ter respondindo que sim, eu tinha adorado, ele olhou pra mim e disse: "Você sabe por que eu te dei isso, não sabe?"

"Claro. É pra decorar a nossa casa quando o Rômulo e eu nos casarmos."

Ele riu: "É isso mesmo".

Desde então, acho que ele ficou esperando pacientemente pelo dia em que nós estivéssemos prontos pro casamento. Sem forçar nada, mas na expectativa. Uma noite, íamos lanchar fora e o noivo o convidou por telefone. Ele disse que estava cansado e preferia não ir. Ok. Daqui a um minuto, o pai dele ligava de novo:

"Mas, filho, é alguma ocasião importante? Porque, se você for pedir a mão da Elisa, é claro que eu vou".

Lembra disso, noivo? Foi engraçadinho. =)

Nossos convites ficaram prontos um pouco antes da nossa viagem a São Paulo para visitar o sogro no Hospital do Coração (o motivo da viagem não foi passear na Liberdade nem experimentar meu vestido; tudo isso foi feito entre as visitas ao HCor; não mencionei antes pra não baixar o astral do blog). Levei o convite dele e entreguei lá mesmo, no quarto do hospital. Ele ficou muito feliz.

Para os outros membros da família do noivo, fiz um cartãozinho para acompanhar os convites:


É a pura verdade.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Vida

Chegou a hora de eu contar uma coisa. Uma das razões pelas quais decidi fazer este casamento. É claro que tenho as mesmas razões de todas as noivas: a alegria -- por haver encontrado a pessoa que quero chamar de minha companheira pelo resto da vida; a esperança -- que essa pessoa fez nascer em mim, de o futuro será melhor do que o passado; o amor -- tão grande que exige explodir e ser transformado em festa, para ser compartilhado com o mundo.

Mas há outro motivo. Talvez nem seja algo tão particular assim. Talvez esteja na cabeça de todas as noivas e noivos, de forma mais velada. A diferença, então, talvez seja que, para mim, ele sempre tenha sido um fator muito evidente, e até decisivo, para que eu finalmente arregaçasse as mangas e fizesse esta celebração acontecer.

Chegou a hora de contar que, quando comprei meu vestido de noiva, em São Paulo, eu não estava lá a passeio. Eu estava, junto com meus pais, acompanhando o tratamento do meu irmão caçula, internado no Hospital do Coração.  Ele sofre de algums problemas congênitos que foram descobertos tarde, mas, felizmente, não tarde demais. Na época, enfrentamos mais de 20 dias só de UTI, e ele passou por três intervenções cirúrgicas em duas semanas.

Foi num dia especial (terrível e maravilhoso ao mesmo tempo, quando os médicos nos deram a notícia de que o meu irmão poderia ter ido, mas não foi, graças ao desfibrilador) que eu, a caminho de mais uma visita de 15 minutos à UTI, me dei conta: é fácil postergar uma das comemorações mais importantes da sua vida se você acredita que todos os seus entes queridos estarão sempre aqui para festejar com você. É fácil deixar essas coisas pra depois, quando você não se lembra de que a morte vem para todos nós, e sem hora marcada.

Foi quando tomei uma forte resolução: "quero todas as pessoas que eu amo hoje presentes no meu casamento. Chega de fingir que a morte espera, ou que ela nunca vem. Se o Rômulo e eu vamos nos casar um dia mesmo, que esse dia possa ser vivido com todos que amamos agora."

No dia seguinte, eu comprei meu vestido. E, depois que meu irmão voltou pra casa, o noivo e eu começamos a preparar o nosso casamento.

Como fica patente, eu sou muito ingênua. Acreditei, como muito se acredita, que meus planos eram suficientes para salvaguardar a realidade que eu desejava. E, como sempre acaba acontecendo, a realidade se impôs sobre a fantasia.

Na semana passada, faleceu o pai do noivo, meu sogro.

Eu fui tola. Fui tola por acreditar que era possível me adiantar à morte.

Mas não quero parecer amargurada. Não tenho arrependimentos nem mágoas do mundo. Nosso casamento continuará sendo uma celebração do presente, uma declaração do nosso amor e da nossa realização pessoal por havermos encontrado um ao outro. E, do meu erro anterior, aprendi a valorizar ainda mais a presença física daqueles que amo. Será ainda mais especial contar com eles naquele dia.

De fato, a morte nos ensina muitas lições preciosas sobre a vida.

Obs: Devido à correria dos últimos preparativos, o blog não será mais atualizado diariamente, mas todas as segundas, quartas e sextas, e sempre que sobrar um tempinho adicional para passar aqui. Obrigada pela compreensão. ;)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Checklist

Hoje faltam 49 dias pro casamento. Parece que foi outro dia que eu estava conversando com minha amiguinha e decidindo que iria me casar aos 24 anos. Estou só 2 anos atrasada, o que, para uma previsão feita por uma menina de 8 anos sobre sua própria vida, é uma margem de erro bem aceitável.

Desde que fiquei noiva, eu fiz várias besteiras, como é de praxe. Uma delas foi fazer uma conta no The Knot. Meu inocente intuito era montar um avatar de noivinha no site (super válido, não?), mas, com a conta, ganhei também uma lista de afazeres quilométrica. A pior parte é que faltavam 9 meses para o casamento e dezenas de itens já estavam coloridos de vermelho com um ícone de despertadorzinho tocando do ladoooo!!!! Poha, The Knot, se sua intenção é deixar todas as noivas à beira de um ataque de nervos, pelo menos informe isso na página inicial!

Isto vira o pior pesadelo das noivas.
A partir daí, meu relacionamento com checklists de casamento ficou disfuncional. Baixei um aplicativo pro meu celular chamado iWedding, que também vem com uma dessas. Um exemplo: tanto o The Knot como o iWedding são americanos, logo, suas listas são feitas com base nos itens presentes em casamentos americanos. Aqui no Brasil a gente não faz "reherseal dinner" (jantar de ensaio pro casamento) nem tem que escolher os vestidos das madrinhas, entre outras coisas. Eu podia simplesmente ir marcando esses itens todos como já feitos, já que não ia fazer de qualquer jeito, né? Mas não. Para a maioria deles, a abestada aqui olhou e pensou: "aaiinn, mas e se eu resolver fazer isso? Melhor não marcar, neammm?". E lá foram ficando os itens, forever. E toda vez que eu olhava pra eles, ficava meio tensa. Eu vou querer fazer isso? Ai, e se for melhor fazer? E se eu me arrepender de não ter feito? E se? E se?

Às vezes, meu lado bem-pensante chegava pra me dar uma chacoalhada: "minha filha, só tem que se arrepender é de não ter casado com o cara, poha! Pro resto pode tocar o f0d@-se!"

Mas eu não tocava. Noiva perde um pouco o discernimento, mesmo.

Outro problema com as listas era o seguinte: além de sobrar, faltavam itens. Claro, pois aqui no Brasil também se fazem coisas que não são feitas lá na gringa. Isso, e, convenhamos, cada casamento tem elementos diferentes, né? Onde você vai encontrar uma chechlist de noiva que tenha o item "alugar carrinho de churros"?

Solução: fui no iWedding e criei uma checklist adicional, com os itens faltantes da lista padrão. Problem?

Só que a chechlist adicional não diminuía nuncaaaa! Pra cada coisa que eu resolvia, surgia outra por resolver. Então, quando eu apagava o item "e-session", tinha que escrever outro: "livro de assinaturas". E quando apagava o "livro de assinaturas", tinha que escrever "canetas pro livro de assinaturas". Foi assim com todos os itens.

Resultado: toda vez que eu abria aquela porcaria de aplicativo, tinha mini-surtos de ansiedade porque, por mais que eu fizesse coisas e mais coisas, minha lista de afazeres só aumentava. Até ontem, ela estava assim:

Iluminação
Playlist
Suporte do bolo
Canetas p/ livro de assinaturas
Lista de presentes Ponto Frio
Lembrancinhas
Presentes dos padrinhos
Plaquinhas
Arranjo de cabelo
Programas da cerimônia
Sapato daminha
Páginas do blog - confirmação de presença e listas de presentes

Mas, aconteceu uma coisa linda. Desabafei com minha madrinha-fotógrafa-mãe e ela pediu pra ver a tal da lista. Emprestei o celular pra ela, e ela me devolveu com o texto editado assim:


Iluminação (ligar p/ DJ)
Playlist (idem)
Suporte do bolo (manda um e-mail p/ Taís)
Canetas p/ livro de assinaturas (Bic)
Lista de presentes Ponto Frio (deixa à vontade p/ os convidados)
Lembrancinhas (os bem-casados SÃO lembrancinhas)
Presentes dos padrinhos (vou te ajudar)
Plaquinhas (idem)
Arranjo de cabelo (vamos falar com o cabeleireiro)
Programas da cerimônia (me manda as infos e eu agilizo no Photoxops)

Sapato daminha (é só pagar!!!) [pagar o sapato no dia, com a Neimar Sinício. Não apaguei da lista porque, né, eu ainda não paguei!]
Páginas do blog - confirmação de presença e listas de presentes (não sou de muita ajuda aqui... foi malz!)

Gente, olha que menina prática! Eu não tenho esse dom! É uma mistura de prontidão e desapego maravilhosa! Faz tudo parecer bem mais simples do que eu achava, não?

Sobre as páginas do blog, o noivo vai me ajudar. Pra isso que serve noivo geek, né? =) E voilà!

Lição aprendida: é mais prático e menos desesperador anotar o que você tem que fazer de fato a respeito de um item, do que apenas indicar o elemento que você tem que ter. Exemplo: em vez de botar lá "suporte do bolo" e ter um ataque toda vez que abrir a lista ("OMG ainda não tenho o suporte do bolo OMGOMG!!!!"), o que vai te deixar que nem uma barata tonta, é mais produtivo anotar "mandar e-mail pra Taís perguntando sobre onde arrumo suporte pro bolo". Dessa forma, ao abrir a checklist, você terá a seguinte reação: "oh, tenho que fazer isto ainda, ok". Taram!

Valeu, madrinha. ;)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Projeto D-I-WHY?!: Lacinhos dos Convites

Laço chanel duplo. Digno, não?
 Os convites do Chá das Duas têm uns laços lindos, grandes, gordos, quase suculentos. Noivo quando viu, ficou apaixonado (tá, eu também): "Mô, nosso convite tem que ter lacinho!"

Claro, pra exigir, como sempre, ele é rápido no gatilho. Agora, pra fazer, tem que ser a mula prendada aqui, né?

Até flertei com a possibilidade de fazer aqueles laços divos, largos, de fita de gorgurão, aqueles laços que são laços mesmo, ou seja, que têm nó. Sabe? Mas aí a sensatez bateu e resolvi fazer o bom e velho lacinho chanel. (Isso, e as imperfeições da produção do meu convite não deixaram espaço pra laço grande e bonitão. Odinho.)

Peguei na net os tutoriais de laço chanel e me joguei na empreitada. Ainda bem que eu tinha a experiência prévia de ter ajudado minha prima a fazer os dos convites dela, ano passado.

Lacre de cera, muito meu amor.
Comprei 60 metros de fita de cetim lisa, aquela basicona, dos quais sobraram uns 50 centímetros. Sim, eu cortei, dobrei e colei quase 60 metros de fita. Foi quase desesperador. A certa altura do trabalho, mamã se prontificou a ajudar, pelo que agradeço imensamente, visto que eu estava labutando doentinha na época, feito mulher sem direitos trabalhistas no século passado. Só que, assim, hehe, não foi de mamis que eu puxei a aptidão pra trabalhos manuais. Então, se o lacinho do seu convite vier meio tortinho, você já sabe por quê. Mas não dá nada, não, é só envesgar os olhos um tiquinho que o laço dela fica chuchu-beleza. Como já percebi, esse negócio de faça-você-mesma é muito bom pra se libertar do perfeccionismo.

Então, gente, é o seguinte: botar a mão na massa (ou, como melhor se aplica, na cola) é muito bacana, louvável e tal, BUT! Se tiver grana, paga alguém pra fazer os lacinhos e vai pro seu sono de beleza, sem dedo grudado de Super Bonder.

Quer fazer você mesma, mas também quer fugir dos lacinhos? Olha aqui as sugestões!

Obs: Genteeeeeemmm, amanhã é feriado e não tem post, tá? Beeeejo!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Inspiração: pra Tudo!


Melhores pontos deste casamento:

- A decoração não seguiu uma palheta de cores fixa. A ordem era ousar no colorido, sem perder o charme e a harmonia! Mas dá pra perceber que turquesa é uma das cores favoritas da noiva...

- ... que, aliás, usou dois enfeites de cabelo! Um branco e mais elaborado para a cerimônia, e um singelo laço turquesa para a recepção. Graciosa!

- Olha o estilo dessas bridesmaids! Coque colméia, super Audrey, e meias-calças coloridas! Divertido e fashion!

- O ambiente foi rústico, mas muito alegre. Prova de que dá pra fazer uma bela festa em qualquer lugar.

Na foto acima, veja o primeiro arranjo de cabelo da noiva, e nesta, o segundo. Ambos são um amor!


Decor simples e atraente.

Fofis!


Buquês mega coloridos! Eu apoio!

Repare na cor das unhas desta bridesmaid. Ornou!

Bridesmaids a-ha-zan-do!


Também mereço minha madrinha de cabelo azul! Quem se habilita???

Note: painel na parede feito com decoração em papel e... daminha de cabelo azul também!

O desgaste do prédio contrasta com a alegria e o colorido da celebração.

Mesa dos doces divina... Alguém sente falta do bolo?


Um espaço divertido para tirar fotos é uma ótima idéia!


Veja mais fotos deste casamento aqui.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Marcha

(c) Aldo Monteiro. Bolsinha com a qual compareci à Marcha das Vadias, sem nem lembrar que nela tinha um button escrito "Girl Power". Sou feminista todos os dias. ;)

Como noiva, sempre me preocupei com algumas tradições machistas do casamento. Aquela história de a noiva entrar com o pai, que, no altar, a entrega ao noivo, é de um feudalismo que me enoja! Não sou propriedade de homem nenhum, sou minha e de mais ninguém. Casamento não é mais aliança entre clãs, e a mulher não é mais (ou não deveria mais ser) moeda de troca. Abomino aquela famosa leitura da Carta de Paulo aos Efésios: "Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja". Não sei como qualquer casal ainda aceita ouvir isso em sua cerimônia de casamento.

Sou feminista: defendo a idéia radical de que mulher também é gente e merece direitos iguais aos dos homens. Nem mais, nem menos.

Sábado passado participei de um evento maravilhoso: a Marcha das Vadias de Brasília. Foi uma bela passeata, muito bem organizada, pacífica e, esta parte é muito importante, consciente: todos os participantes sabiam exatamente o que estavam fazendo ali. Nada de massa ignorante. A causa era clara para todos e todas: manifestar-se contra a violência sexual e a culpabilização da mulher pelo estupro.

"O corpo é meu, e o que você pensa dele é problema... SEU!"

A Marcha das Vadias é de origem canadense, e se chama Slut Walk, em inglês. Ela nasceu depois que um policial, em palestra na Universidade de York, declarou que as mulheres não deveriam se vestir como "vadias", ou "sluts", para evitar serem estupradas. Ora, como se os estupradores escolhessem suas vítimas pela roupa que elas usam! Como se as mulheres de burca também não fossem vítimas de estupro! Como se nós, mulheres, é que tivéssemos de controlar nossos corpos e nossas roupas, em lugar de os homens terem de controlar seus instintos e seus pintos!

"Rafinha Bastos machista", referência à "piada" infame do integrante do CQC, de que mulher feia deveria agradecer ao ser estuprada, pela oportunidade de fazer sexo. Lamentável.

As estudantes canadenses criaram a Slut Walk, pelo direito das mulheres de se vestirem como quiserem e não serem estupradas por isso. Do Canadá, o movimento ganhou o mundo: México, EUA, Argentina, África do Sul, Brasil... Infelizmente, machismo existe em todo lugar.

Da Marcha em Brasília participaram homens, mulheres e crianças, de todas as idades, o que muito me alegrou. Trata-se, afinal, de uma causa que deveria ser de interesse universal. :)

Algumas pessoas pensam assim até hoje...

Neste post você vê algumas das mensagens que compartilhamos com quem presenciou a Marcha. Pode ver muito mais fotos aqui, aqui e aqui também. Eu até apareço em algumas, hehe! Recomendo ainda a leitura do Manifesto da Marcha das Vadias.

Mulheres e homens sensatos ensinam a dica #1 para prevenir estupros: não estupre. ;)

Espero que essa onde dure até quando tiver que durar. Ajude a causa e divulgue o que alguns (e algumas) ainda não perceberam: machismo mata!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Convite [3]

Minha idéia original de convite: sem frescura.

Recapitulação: Depois de cair pra trás com o orçamento no Chá das Duas (super maneiro o trabalho delas, mas não tenho essa moral toda pra contratar as divas), sugeri ao noivo, maior partidário das Duas, que eu mesma fizesse o modelo do nosso convite de casamento. Caso ele achasse minha proposta digna de ser enviada aos nossos convidados, procuraríamos uma gráfica para imprimi-los.

Idéia de convite do noivo: mega-produção. E hoje em dia tem que ser em 3D!

Assim, lancei-me ao trabalho de criar um design que agradasse ao meu querido clientezinho. Não vou mentir não: foi difícil. Eu não imaginava que fosse tão complexa essa história de convite. Tem que definir o estilo (elegante? casual? informal? sóbrio? fofo? sofisticado? moderno? tradicional? etc? etc?), o texto (básico? curto? longo? engraçadinho? formal? data por extenso???), o tamanho (alto? comprido? quadrado? retangular? oval? mini? maxi?), as cores (preto? cinza? chumbo? rosa???) e, é claro, o tema. E, não importa a linha que você queira seguir, tem que sempre cuidar para manter o bom gosto da arte e a clareza das informações.

Um pouco demais, não?

O noivo queria algo mais moderno. Eu queria algo mais tradicional. Na boa, sabe aquele convite basicão, com os Pais dos Noivos (nos dois cantos superiores) convidando para a cerimônia de casamento de Noiva e Noivo (em fonte maior, no meio da folha), a realizar-se no dia tal, no lugar tal? Pra mim já tava bom demais. Mas não para o noivo. Ah, não. Meu desafio, então, foi caminhar na corda-bamba entre o ousado e o brega, entre o fofo e o retardado. (Aliás, acho que esse é o desafio principal do casamento como um todo.)

Muitos em um: o convite, o casal, a festa, o RSVP. Ufs!

Já contei que eu me acho brega? Eu me acho brega. Bom gosto pra mim é um enigma da esfinge, sobre o qual eu tenho que matutar muito pra solucionar. Assim, meus primeiros designs estavam meio grosseiros. Mas, no final, acho que consegui criar algo aceitável.

Dá pra escrever tudo na saia do vestido!

Quanto às gráficas... Novo desafio: encontrar uma que entendesse e fizesse o trabalho direito, por um preço mais ou menos justo. Fomos à Relevo, que tem boa reputação em Brasília por seus preços competitivos. O orçamento foi o melhor mesmo, mas o noivo não gostou de nada, pra variar. Ele esperava outro Chá das Duas, no mínimo. Só que a Gráfica Relevo é... bem... uma gráfica. Não é um escritório de design de papelaria de luxo. Isso não significa que  você não consiga sair da Relevo com um convite legal: consegue sim! É o clássico serviço 3B: bom, bonito e barato. Só que o noivo queria 3P: phyno, perfeito e podre de caro. Ele empinou o nariz e saiu chutando poeirinha na porta da Relevo.

De tecido, enrolado na esteirinha.

Quem salvou a pátria, como sempre, foi a madrinha-fotógrafa-cerimonial! Ela fez seus contatos e chegou ao nome da Gráfica Rafaela, que fica no Setor de Indústrias Gráficas. Fomos lá e, pra cada "não dá" que ouvimos na Relevo, recebemos um "dá, sim" da Rafaela (bom, da Roberta, que era o nome da atendente). O orçamento era menos em conta, mas o serviço compensava. Fechei por lá mesmo.

Dá pra mandar convite até por aviãozinho.

E vivi feliz para sempre, certo? \o/ Mais ou menos.

A Rafaela fez algumas confusões com a arte do convite. Quase todas foram consertadas a tempo, exceto uma: as cores do mapinha que eu fiz atrás do vale-empada convite individual vieram trocadas. Mostrei pra Rafaela Roberta, mas não pedi pra refazerem o trabalho porque, na verdade, achei que o mapa com as cores invertidas ficou até mais bonitinho, hehehe!

Ou por... cubo de madeira. o_O

Honestamente: perfeito, perfeito, meu convite não ficou. Mas ficou bom o suficiente pra receber o selo de aprovação (um tiquinho relutante) do noivo. Isso é que importa, né? Sai, perfeccionismo, de dentro da gente! Chega de sofrimento! \o/

Noivo queria que eu desenhasse a carinha de cada convidado nos convites... Ah, claro! Artista é pra ser explorado mesmo! Não tem vida, nem família, nem onze gatos pra cuidar, né???

Ah, quer ver como ficou o convite, né? Assim que todos os convidados receberem, eu mostro fotos aqui, pra não estragar a surpresa de ninguém!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Da Cidade Maravilhosa

Bairro da Liberdade num dia vazio, huehuehehue!

A viagem foi bem proveitosa. Além de conseguir encontrar duas amigas muito queridas e entregar os convites delas em mãos, passeamos muuuuuuuuuuuuuuito pela Liberdade!

Oscar Freire, meu amor.
Como pretendido, compramos coisitchas de casa para nosso novo futuro lar  na Hime-ya. De lá também levei alguns presentinhos para o afilhado mais lindo do mundo, o meu! :D Ainda abasteci minha coleção de esmaltes com uma passadinha na Ikesaki e, como não poderia deixar de ser, comprei otaku goodies no Shopping Sogo.

Sobre a Liberdade, vale a pena ver o guia de compras feito pelas Garotas Estúpidas! Muitas dicas excelentes!

Segunda-feira, fomos à Rosa Clará, na Haddock Lobo, para a primeira prova do meu vestido. Entrei no provador com celular, mas fiquei tão deslumbrada que esqueci de tirar fotos! ^^; Achei meu queridinho mais bonito ainda, se é que isso é possível! =)

Da Rosa Clará, descemos pra Oscar Freire, onde compramos mais presentes pro afilhado (eu sei, eu sou uma  madrinha super corujenta mesmo!).

Agora eu tenho que voltar a Sampa em julho, pra minha segunda prova de vestido. Eu sei, muito chato, né?... ;) Casar é uma série de chatices mesmo...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Inspiração: Bolo Torto

Gosto de bolo torto, mas desconfio que tenha que ser no esquema de isopor... Pra quem é a favor da maquete, vale a pena conferir as possibilidades:

Com tema praiano.

Bolo revolto!

De tobogã.

Clima circense! (Esse buquê tá lindo também!)

Maquete permite fazer de tudo, até bolo com luz própria!

 É muito legal ousar nos elementos do casório, pra deixar tudo com a sua cara. Só não exagera, tá, benzinho?

terça-feira, 14 de junho de 2011

Inspiração DIY: Convite com Gatinho

Antes de contar o resto da história do meu convite, deixa eu mostrar a história deste aqui.

Os noivos queriam incluir sua gatinha de alguma forma no casamento (mas, né, levar a bichinha pra festa não rola, infelizmente; quem tem gato sabe do que eu tô falando!). Então, decidiram fazer um convite com imagens dela! Curti! \o/

Mas é claaaaaaaaaaaro que a gata, obedecendo à sua natureza felina, não fez nada do que os donos queriam, né?

Deitar na almofadinha de coração que ela adora? "Miaaah, hoje não tô com vontade".


Fazer cara de fofinha pras fotos? "Uaaahhh, sou mais fazer meu look de absurdamente aborrecida".


Interagir graciosamente com objetos casamentícios? "Aff, que diado é isso? Passo longe".


Ficar boazinha no colo do papai? "Ponha-me no chão, insolente! *unhada*"


Enfim, conforme a prerrogativa dos gatos, ela fez o que deu na telha, a despeito da vontade dos humanos.

Restou aos noivos fazer o que todo dono de gato faz: se adaptar às preferências do animal. Deixaram a gatinha escolher onde e em que posição ela queria ficar, acrescentaram umas florzinhas à cena (sem invadir muito o espaço pessoal da modelo, evidentemente) e tiraram as fotinhos que deu.


O resultado foi este:




Mas por que estou contando essa história agora? Bom, ela tem um pouquinho a ver com a concepção do meu próprio convite! A seguir! =)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Cidade Maravilhosa

Não tem jeito, a minha Cidade Maravilhosa é São Paulo. Rio é bonito, Brasília é ok, mas Sampa é tudo de bom! Quando você ler isto, é lá que eu estarei, fazendo minha primeira prova de vestido de noiva! Emoção à flor da pele! =D

Também vou aproveitar pra fazer minha peregrinação anual ao Bairro da Liberdade, a Meca dos otakus brasileiros. Pretendo comprar bonequinhos e mangás, além de utensílios fofos de cozinha nas lojas de artigos japoneses, pro meu futuro lar! Ah! E também quero encontrar presentinhos pro meu afilhado lindo! ^_^ Mas, mais importante, quero também poder encontrar muitas pessoas queridas e entregar alguns convites em mãos. =) Vamos ver se dá tudo certo!

Por hoje, fiquem com uma amostra da engenhosidade oriental:

video

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Convite [2]

Lá em março, eu fiz o que, em princípio, me pareceram duas besteiras muito grandes referentes aos preparativos do casamento: pedi um convite pro III Workshop do Luxo de Festa e, quando o convite chegou, FUI ao III Workshop do Luxo de Festa. E, como se isso já não fosse ruim o suficiente, levei o noivo junto.

Por que, minha gente? Pra quê? Só pra fazer "programinha de noivos", confesso. Em minha defesa, foi lá que eu descobri que a Neimar Sinício faz vestidos de daminha, e foi com ela que acabei alugando o da minha (daminha! \o/ Tá, ficou feio.).

Mas isso não compensa a desgraça que foi ter conhecido o trabalho do Chá das Duas. Se você não conhece, e ainda não fechou seus convites de casamento, ou mesmo se já fechou, não clique no link! É sério! Não clique! Não veja! Você foi avisadaaaa! A empresa oferece simplesmente o melhor trabalho de papelaria que já vi no Distrito Federal (quiçá no país)! Os convites são liiiiiiiiiiiindoooooooos!!! Os cartões de agradecimento são fofooooooooss!!! Os lequezinhos são adoráááááveis!!!! Um orgasmo para os papelófilos (?)!

O noivo, quando entrou no estande do Chá, imediatamente falou: "Eu quero!" Ai, tá bem, toca a marcar hora com a Raquel, a designer das Duas.

O escritório do Chá é liiiiindo de morreeeeer!!! Fofo, agradável, limpinho, um amor! A Raquel é suuuuper gente fina!!! O portfólio dela é maaaravilhoso!!

E o preço?

Ah, o preço é o equivalente à qualidade do trabalho, né? E é aí que a porca torce o rabo.

Assim que recebi o orçamento, fiz as contas: fazendo tudo que o noivo queria (convites + lembrancinhas + tralhinhas fofas), dava uns 4 a 5 mil. Oê!!! Sou a única que não quer gastar tudo isso com papel???

Liguei pra ele e joguei o papo reto:

"Chegou o orçamento. Não posso pagar. Esquece."

Ele: "Aaaah, masmasmasmaaas...!"

Eu: "Não rola. Esquece. Suck it up."

Ele: "Faz só os conviteeesss!"

Eu: "Só os convites fica uns 2 mil. Não dá. Esquece.Suck it up."

Ele: "... Eu pagooooooooooooooo!!!"

Parênteses. Eu estou pagando 60% do casório, e mamis 40%. O noivo mal tem dinheiro pra pagar pelo terno dele. E queria dar 2 mil nos convites? Fecha parênteses.

Eu: "Paga com que dinheiro? O meu?"

Ele: "Faço um empréstimo!"

Novo parênteses. Tá vendo por que digo pra não clicarem no site do Chá? Crack é baseado perto daqueles convites! Fecha parênteses.

Pra evitar o endividamento desnecessário do noivo (afinal, o que é dele será meu), fiz uma proposta arriscada: eu faria o design do nosso convite e, se ele aprovasse, mandaríamos imprimir numa gráfica. Genial, não? Personalizado e econômico!

Aham... >_> 

Não perca o capítulo final, a seguir! =D


P.S.: Este post é ilustrado com uma amostra do trabalho de papelaria do Chá das Duas. As doses foram controladas para não pôr em risco a saúde dos usuários.